Pastor iraniano continua sendo pressionado na prisão

Yousef Nadarkhani, pastor iraniano que está ainda aguardando a decisão sobre sua sentença de morte, está sofrendo com maus-tratos na prisão, com torturas físicas e psicológicas para que ele negue a Jesus e volte ao islamismo, segundo fontes próximas à família do pastor.

Pastor Yousef foi condenado à morte há um ano, depois de ser sentenciado pelo tribunal de apelações em Rasht, no Irã. Ele está preso e sua saúde está se deteriorando na prisão, de acordo com um dos membros da igreja do pastor.

Ele também disse que a comunicação com Yousef é muito limitada, mas que as fontes mais próximas do pastor dizem que ele está constantemente sendo torturado, tanto fisicamente como psicologicamente.

O tribunal de Rasht está ainda esperando para pronunciar o veredito final sobre o caso de Yousef. Fontes disseram que quando existe um grande silêncio para o tribunal se manifestar, é sinal de um mau presságio. Ao invés de pronunciar o veredito, o caso foi mandado para a autoridade islâmica do país, o aiatolá Aki Khamenei.

Enquanto está preso, as autoridades continuam pressionando o pastor Yousef a negar a sua fé enquanto está na prisão. No mês passado, alguns funcionários do governo lhe deram livros e folhetos islâmicos, para que ele desacredite na Bíblia ao ler o conteúdo do material.

Segundo boatos, a decisão sobre o caso do pastor pode ser divulgada na segunda metade de dezembro. Alguns acreditam que a sentença será divulgada perto da data do Natal para que a decisão não receba tanta atenção como recebeu nos últimos meses.

Continue orando pelo pastor Yousef e por sua família. Peça que Deus o proteja de todo mal dentro da prisão, sendo luz em meio às trevas. Peça também por sua família, para que sejam confortados e consolados no Senhor e que tenham paciência para esperar a vontade de Deus se concretizar nesse momento tão difícil.

Fonte Portas Abertas

 

 

Cristãos têm sido executados no Sudão

Muitos cristãos têm sido mortos no Sudão, no que parece ser uma tentativa de eliminar o cristianismo do país. 

As Forças Armadas Sudanesas (SAF) e a milícia islâmica aliada não estão distinguindo os combatentes e os civis nas batalhas territoriais no estado de Kodorfan Sul e, segundo os cristãos, isso se deve ao fato de que eles querem tirar o cristianismo da área.

Um cristão na área leste de Kadugli disse que conseguiu fugir das agentes de Inteligência da SAF depois de 18 dias preso dentro de sua própria casa. Ele relatou ter visto seis prisioneiros cristãos serem levados e um a um serem executados.

“Eles nos insultavam, dizendo que essa terra era islâmica e que nós não estávamos autorizados a viver nela”, disse ao Compass. “Eu os vi levarem meus irmãos em Cristo e matá-los na floresta, perto de onde nós fomos detidos.”

Esse cristão que fugiu pediu anonimato, pois é ex-muçulmano há 10 anos e estava marcado para ser morto no dia em que conseguiu fugir. Ele ainda está escondido, pois teme que a SAF possa encontrá-lo.

“Eu já estava marcado para morrer. Não estava mais preocupado com a minha segurança, pois, afinal, eu não dependia da misericórdia deles como eles pensavam, mas sabia que Deus estava no controle”, disse ele.

Ele acredita que, desde que o Sudão se dividiu, o governo islâmico tem como principal alvo os cristãos e, como principal objetivo, limpar o cristianismo de Kodorfan Sul, parte da estratégia de tornar o país em um estado puramente islâmico.

“Esta perseguição é claramente planejada pelo governo islâmico”, disse ele. “Minha vida está correndo grande perigo, pois eles ainda estão procurando por mim. Eu posso ser preso a qualquer momento ou até mesmo morto.”

Outros cristãos que fugiram da área dizem que muitos foram mortos e igrejas foram queimadas pela SAF e pelas milícias islâmicas.

As leis no Sudão e as políticas estão todas a favor do Islã. A sharia (lei islâmica) faz com que as garantias e direitos à cidadania dependam da religião, fazendo com que aqueles que não são muçulmanos sejam considerados cidadãos de segunda classe, sem acesso a todos os direitos.

Fonte: Portas Abertas

Ataque suicida deixa dezenas de mortos na capital da Somália

O grupo radical islâmico Al-Shabab assumiu a responsabilidade por um ataque que deixou entre 65 e 70 mortos nesta terça-feira em Mogadíscio, capital da Somália.

    O atentado suicida com um caminhão-bomba aconteceu em frente ao prédio do Ministério da Educação e deixou mais de 40 feridos, segundo autoridades.

    O caminhão explodiu em um posto de controle na entrada do ministério, onde corpos podiam ser vistos em meio a destroços e carros em chamas.

    Segundo o governo, as vítimas são principalmente estudantes e seus pais que esperavam pelo resultado de um programa de bolsas do Ministério da Educação Superior.

    O enfermeiro Ali Abdullahi, do hospital de Medina, disse que os pacientes estão chegando com ferimentos “horríveis”. Muitos têm queimaduras e amputações, enquanto outros ficaram cegos na explosão.

    “É a maior tragédia que já vi”, afirmou. “Dezenas chegam a cada minuto, muitos estão inconscientes ou com o rosto coberto de fumaça.”

    O ataque é o maior desde que o Al-Shabab foi forçado a deixar Mogadíscio frente a uma ofensiva de tropas governamentais apoiadas pelas forças da União Africana, conhecida como Amison.

    “Um de nossos combatentes se sacrificou para matar dirigentes do governo federal de transição, soldados da União Africana e informantes”, afirmou um líder Al-Shabab à AFP.

    Em nota, o governo de transição, apoiado pela ONU, afirmou que o perigo do terrorismo ainda é uma realidade.

     ”Ainda há quem queira acabar com os avanços que o povo somali fez em direção à paz”, disse o governo de transição, apoiado pela ONU, em nota.

fonte MCM Povos